quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Depoimento - Thiago

Olá, meu nome é Thiago quero aqui dar meu testemunho dos problemas que assim como eu com certeza alguns de vocês já tiveram experiências semelhantes. Venho de uma juventude onde o consumo de drogas era normal, consumia uma grande variedade e quantidade de drogas até que um dia ocorreu o maior susto da minha vida, tive um espasmo coronário devido ao um grande consumo de cocaína, fiquei internado três dias na UTI e mais um dia no quarto, saindo do hospital voltei a minha vida normal, mas depois de uma semana senti os mesmos sintomas de alguns dias atrás, larguei tudo que estava fazendo e fui ao hospital, contei ao médico o que havia acontecido dias atrás e fiz uma série de exames e nada foi constatado.
Depois desse dia minha vida nunca mais foi à mesma, os sintomas (calafrio, sensação de desmaio, mãos formigando, sensação de que nada é real e etc...) cada dia que passava eram mais fortes e constantes se manifestavam a todo tempo fazendo com que eu ficasse mais tempo no hospital de que em qualquer outro lugar. Tal situação me levou a uma série de exames passei por diversos médicos e o diagnóstico sempre eram os mesmos, foi aí que eu resolvi procurar ajuda em um psiquiatra onde comecei com um tratamento com antidepressivo e ansiolítico, terapia duas vezes por semana, em pouco tempo tive uma melhora significativa. Quando me senti bem, estabilizado tendo confiança que estava curado parei com a medicação e deixei de ir as sessões de terapia, Foi o maior erro da minha vida !!!!!
Os sintomas voltaram e até hj esses sintomas se manifestam quando eu menos espero por isso dou meu testemunho dando como exemplo a todos que mesmo nos sentidos fortes, curados não largue o tratamento, pois a única pessoa que vai te dizer se você esta curado ou não é o seu médico e é por isso que é fundamental ter confiança total no medico que esta tratando você.

Olá, há mt tempo busco respostas para o inferno que estou vivendo já há 3 anos...qualquer opinião ou sugestão me será válida, pq não posso conviver mais com esta situação: meu companheiro é usuário (viciado, drogado, sei lá q nome dar...) de maconha há uns 8 anos, inclusive, pra mim ele come, bebe, se alimenta de maconha! Nossa relação está um desastre total já há muito tempo e só Deus sabe pelo que já passei...ele se torna drasticamente violento, me agride de todas as formas possíveis, física, moral e psicologicamente..estou a beira de um enfarte, ou até de morte, pq não lhe falta mais nada a fazer comigo...tento me separar, e ficamos afastados alguns dias, ele sofre com a distância e quer parar, mas a maldita é mais forte, ele sempre volta. Eu mostro a ele que a erva está afastando todas as possibilidades de ser feliz, ele entende, mas se sente fraco sem ela...devo esclarecer que tem casos de Esquizofrenia na família, preciso de uma luz, o que devemos buscar, médico ou NA? Por favor me digam alguma coisa, porque a gente se ama, precisamos um do outro, mas este vício esta acabando com nossa vida...a maconha sozinha causaria toda essa violência?

Efeitos da maconha em estágios

Desejo de fumar


Maconha sem dúvidas
O consumo da maconha é proibido por lei. Além de esta certeza, muitas dúvidas existem a respeito do uso da droga. Afinal, maconha causa ou não causa dependência? Queima ou não queima neurônios? Causa ou não causa câncer de pulmão? Para tirar essas e outras dúvidas mais comuns, conversamos com a doutora Regina Lucia Moreau, professora da Universidade de São Paulo e membro daSociedade Brasileira de Toxicologia. Veja o que ela nos contou:
Quais são os efeitos mais comuns da maconha?
Quando se fuma um cigarro usual de maconha (considerar um cigarro com 500 mg da erva, contendo de 1 a 2% de THC - ou seja, equivalente a cerca de 5 a 10 mg de THC) são observados os seguintes efeitos de caráter geral:
Período inicial de euforia – há uma sensação de bem estar e felicidade, seguido de relaxamento e sonolência. Quando os usuários se encontram em grupo a sonolência é menos pronunciada e freqüentemente ocorrem risos espontâneos.
Perda da discriminação de tempo e de espaço – o tempo passa mais lentamente e as distâncias parecem muito maiores do que realmente são. Por isso, dirigir sob o efeito da maconha é muito perigoso.
Coordenação motora diminuída - há uma perda do equilíbrio e estabilidade postural, efeitos estes mais evidentes quando os olhos estão fechados. Também ocorre uma diminuição da força muscular e firmeza nas mãos.
Falha nas funções intelectuais e cognitivas - o pensamento fica mais rápido que a capacidade de falar, dificultando a comunicação oral e a concentração. Atenção, percepção, lógica, continuidade e clareza do pensamento são prejudicadas.
Outros efeitos comuns – olhos vermelhos, devido à dilatação dos vasos sanguíneos da conjuntiva, e aumento do apetite com secura na boca e garganta.
A droga causa dependência física e psicológica?
“A dependência é uma doença, que atualmente não é mais classificada como física ou psicológica. Drogas, sexo ou chocolate, não importa: a doença é a mesma”, explica a doutora Regina Lucia Moreau. “A maconha tem potencial de induzir dependência, mas é menor do que o do tabaco. Ou seja, é mais fácil uma pessoa se tornar dependente do tabaco do que da maconha”.
É verdade que a maconha "queima" neurônios?
Segundo a médica, não é verdade que a maconha “queima” neurônios. “Mas é fato consumado que a droga prejudica a memória recente”, afirma. Ela dá um exemplo: “uma telefonista de PABX, sob a ação da maconha, ficava incapaz de conectar os pinos nos números certos, pois os esquecia logo após ouvi-los pelo fone. Isso só acontecia quando ela estava sob efeito da droga”.
Os sentidos ficam mais “aguçados” sob o efeito da droga?
“Segundo diversos cientistas, a maconha diminui os reflexos medulares polissinápticos, retardando a transmissão de estímulos. Ocorre um sentido mais agudo da audição e da visão, com muitas distorções. Os sentidos não dominantes (tato, paladar e olfato) também parecem aumentar”, explica. “Ainda assim, a maconha diminui a empatia e a percepção das emoções nos outros”.
É comum usuários sentirem taquicardia?
“É um efeito bem característico e é dose dependente, isto é, o aumento da velocidade cardíaca é proporcional à dose, podendo chegar até a 140 batimentos por minuto”, diz a doutora Regina Lúcia. E a batedeira não acontece só com quem fuma frquentemente: “Acontece tanto em usuários freqüentes como ocasionais”, diz a doutora.
Por que os efeitos variam de pessoa para pessoa?
Cada um vai reagir de acordo com sua personalidade e de acordo com elementos como a idéia de sua mesmo, a criatividade, o poder de vontade, a tensão psiquíca, o ambiente social, etc. Além disso, o efeito vai depender da técnica que a pessoa usa para fumar e também do tipo de maconha (algumas têm concentração de THC maior que outras).
A suspensão do consumo traz algum tipo de síndrome de abstinência?
“Depende da dose, freqüência e duração do uso da droga”, diz a médica. No entanto, de acordo com a especialista, mesmo quando o uso é intenso  por exemplo, um cigarro por dia durante duas ou três semanas , os sintomas de abstinência são relativamente leves na maioria das pessoas.
É possível ter uma overdose de maconha?
“Quando uma pessoa está exposta a uma dose alta da droga, pode ter alucinações, ilusões e paranóias. Se as doses forem ainda mais altas, o quadro clínico é de psicose tóxica aguda”, conta a doutora Regina Lúcia. A quantidade que pode provocar essa overdose varia de pessoa para pessoa.
Como a droga atua no cérebro?
“O princípio ativo da maconha é o delta-nove tetra-hidro-canabinol (THC). Os efeitos do THC ocorrem através de receptores específicos para THC, que são numerosos no sistema nervoso central e atuam sobre o equilíbrio, movimentos e memória”, afirma a médica. “O THC também atua indiretamente no sistema de recompensa do cérebro, com liberação de dopamina, importante para o desenvolvimento da dependência”.
O risco de câncer no pulmão é maior ou menor que o causado pelo tabaco?
“Há uma idéia generalizada de que fumar maconha é menos prejudicial aos pulmões do que fumar tabaco, mas isso não corresponde à realidade. Fumar de 3 a 4 cigarros de maconha por dia equivale a fumar mais que 20 cigarros de tabaco, porque o pulmão do fumante de maconha recebe uma carga líquida de material particulado cerca de quatro vezes maior do que o fumante de tabaco”, explica a doutora Regina Lúcia. “A dinâmica de fumar os dois tipos de cigarros é diferente. A maconha é fumada com um volume de tragada 2/3 maior, volume de inalação 1/3 maior e com um tempo de retenção da fumaça quatro vezes maior do que os valores considerados para o tabaco”. 

Efeitos diretos sobre o organismo - IMEDIATOS

EFEITOS.. aprofundando-se na pesquisa

Existe muita emoção e pouca informação no debate sobre a legalização da maconha. Se por um lado existe o falso mito da sua relativa inocuidade, também faz pouco sentido aceitar o uso indiscriminado de álcool e cigarro e demonizar apenas a maconha.

As informações que darei serão principalmente sobre os efeitos deletérios da maconha sobre o organismo.

Desde já deixo registrado que sou contra o uso da maconha, mas não contra a descriminalização da mesma. Assim como também não indico o uso de álcool a nenhum paciente mas não sou contra a sua comercialização, e nem sou hipócrita de dizer que não bebo um chope (imperial, em Portugal) de vez em quando.

Tenho minhas dúvidas sobre a eficácia da proibição da maconha sobre o seu consumo. Qualquer pessoa que tenha contato com jovens sabe que o seu consumo é altíssimo em qualquer classe social. Talvez a legalização transformasse um problema policial em um problema médico, com os recursos dos impostos cobrados sobre sua venda voltados para a saúde e esclarecimento do público.

Existem estimativas no Rio de Janeiro que para cada morte diretamente associada ao uso de drogas, existem 40 mortes pela criminalidade gerada pela tráfico. Quer dizer, a proibição é muito mais danosa que a própria droga.

Em vários países da Europa o porte da maconha já foi descriminalizado, criando-se serviços de acompanhamento dos usuários. Trata-se a droga como caso de saúde e não exclusivamente de polícia. O crime caiu e não houve aumento no número de usuários.

Acho que para ser a favor ou contra qualquer coisa, é necessário primeiro ter informações sobre o assunto.

Mas esse texto não sobre a liberação ou não da maconha. É sobre os seus efeitos no organismo. A partir de agora, todos as minhas opiniões serão deixadas de lado e as afirmações que seguem abaixo serão todas baseadas em resultados de trabalhos científicos publicados nas mais conceituadas revistas médicas do mundo.

Maconha causa dependência?

O termo dependência em psiquiatria é aplicado: 
- Quando há consumo repetido de uma substância mesmo sabendo que ela está trazendo consequências físicas ou psicológicas.
- Quando um indivíduo consome grandes quantidades de uma substância durante longos períodos de tempo. 
- Quando o usuário tem dificuldades em reduzir a quantidade ou a frequência do consumo desta substância.
- Quando começa a surgir tolerância ao princípio ativo, sendo necessárias maiores doses para se atingir os efeitos desejados.
- Quando o usuário despende grande parte do dia tentando obter a droga, usando-a, e/ou se recuperando dos seus efeitos.
- Quando o tempo de lazer e de atividade física é substituído pelo tempo de uso da droga. 
- Quando o paciente sente sintomas físicos ou psicológicos se ficar muito tempo sem usar a droga. 

Ao contrário do que algumas correntes divulgam, a maconha pode causar dependência sim. Cerca de 30% das pessoas que experimentam a droga tornam-se usuários regulares e 10% criam dependência. Ou seja, 1 a 10 cada usuários se tornarão dependentes, uma taxa semelhante ao que ocorre com o álcool, porém, bem menor do que com o cigarro.

Usuários pesados podem apresentar síndrome de abstinência quando interrompem o seu uso crônico. Os sintomas podem durar semanas e incluem insônia, depressão, náuseas, agressividade, anorexia e tremores.

A maconha apresenta cerca de 60 derivados canabinóides diferentes sendo o tetrahidrocanabinol (THC) a substância mais psicoativa. Ao longo dos últimos 50 anos as concentrações de THC na maconha vêm aumentando progressivamente, saindo de cerca de 5% na década de 1960 para até 15% nos dias de hoje, o que justifica uma maior taxa de pacientes dependentes atualmente, apesar do pico de consumo ter ocorrido no final da década de 70, época em que mais 60% dos jovens admitiam usar a droga.

Também há clara relação entre o uso de maconha e uma maior chance de consumo de outras drogas. A maconha é a chamada porta de entrada para drogas mais pesadas. Um trabalho realizado na Alemanha em 2001 com jovens entre 14 e 24 anos consumidores regulares de maconha, evidenciou que os mesmo também consumiam outras drogas em taxas percentuais mais altas do que na população geral:

Álcool - 90%
Nicotina - 68%
Cocaína - 12%
Estimulantes - 9%
Alucinógenos - 6%
Opióides - 3%
Sedativos - 1%

Quanto mais cedo se começa a fumar maconha, maior o risco do consumo de outras drogas. Este raciocínio vale também para o cigarro e o álcool.

Efeitos agudos da Maconha

A chamada "onda" que o consumo de maconha causa, recebe em medicina o nome de intoxicação aguda pelo THC. Quando fumado, o THC é rapidamente absorvido pelos pulmões, chegando ao cérebro em poucos minutos. O pico de euforia costuma acontecer em 10 a 30 minutos e a intoxicação pode durar por até 4 horas.

A maconha é das drogas que causam intoxicação mais branda, não havendo relatos de mortes induzidas unicamente pelo seu consumo. Porém, é muito comum encontrar níveis de THC sanguíneos naqueles que chegam aos hospitais com overdose por outras drogas.

Logo após o seu consumo, surge a sensação de estar "alto", com euforia, sensação de prazer, diminuição da ansiedade, relaxamento e aumento da sociabilidade. Porém, em pessoas que a usam pela primeira vez ou naquelas com predisposição para distúrbios psiquiátricos como ansiedade e depressão, os sintomas podem não ser tão prazerosos, ocorrendo ataques de pânicos, profunda sensação de tristeza, crises de ansiedade e isolamento do grupo.

Outros sinais psicológicos que podem ocorrer durante a intoxicação são: 

- Distorções do tempo
- Perda da memória recente
- Diminuição da atenção e concentração 
- Paranóia
- Pensamentos míticos
- Sentimento de grandiosidade
- Despersonalização

Além dos efeitos psicológicos, o consumo de maconha também desencadeia uma série de efeitos físicos que incluem: 

- Taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos) 
- Aumento de pressão arterial (em doses muito elevadas pode causar queda da pressão)
- Aumento da frequência respiratória
- Hiperemia conjuntival (olhos vermelhos)
- Boca seca
- Aumento do apetite
- Letargia e redução dos reflexos

O mais importante é saber que alterações da concentração, dos reflexos e da performance motora podem durar até 24h, muito tempo depois do fim da sensação de estar "alto". Os efeitos da maconha consumida na noite anterior podem estar presentes nos usuários que vão dirigir ou trabalhar no dia seguinte, apesar dos mesmos, muitas vezes, não terem consciência disto. Este fato pode ser especialmente perigoso em profissionais como pilotos, cirurgiões, motoristas e pessoas que manuseiam maquinaria pesada.

Efeitos da maconha na pressão arterial e no coração

A maconha apesar de agir diretamente nos vasos sanguíneos causando relaxamento do mesmos e, consequentemente, diminuição da pressão arterial, também age aumentando a liberação de adrenalina, aumentando a frequência cardíaca e do volume de sangue bombeado pelo coração a cada batimento, ações que colaboram para elevação da pressão arterial.

Quanto maior a dose, maior é o efeito de vasodilatação. Em doses baixas a tendência é a pressão subir. Em doses elevadas pode ocorrer até mesmo hipotensão. O problema é que este efeito vasodilatador da maconha tende a ficar menos evidente com o uso crônico, fazendo com que os efeitos que elevam a pressão sejam mais efetivos a longo prazo.

A liberação de adrenalina, o aumento da frequência cardíaca e a vasodilatação aumentam o consumo de oxigênio pelo coração podendo desencadear eventos isquêmicos em pessoas com doença cardíaca prévia. Estes pacientes podem ter seu quadro agravado pela maconha e o risco de infarto é 5x maior nos primeiros 60 minutos após o seu consumo. O consumo da maconha também pode desencadear arritmias cardíacas como a fibrilação atrial.

Efeitos da maconha no sistema respiratório 

Outro dado pouco divulgado é que a fumaça da maconha possui 4x mais alcatrão e 50% mais substâncias carcinogênicas que o cigarro, além de ser fumado sem filtro e ser muito mais tragado, o que causa uma maior inalação de partículas irritativas para as vias aéreas e pulmões. O consumo de 3 cigarros de maconha parece equivaler ao de 20 cigarros comuns. A grande diferença é que a maioria das pessoas usa a maconha em menores quantidades e normalmente abandona o hábito com a idade.

Pessoas que fumam mais de 3 cigarros de maconha por dia costumam apresentar problemas respiratórios semelhantes aos fumantes comuns, incluindo tosse, catarro e diminuição da capacidade para exercícios. O uso crônico de maconha esta relacionado a um maior risco de DPOC (enfisema pulmonar/bronquite crônica) (leia: DPOC - ENFISEMA E BRONQUITE CRÔNICA).

Fumar maconha também aumenta o risco de pneumotórax espontâneo (leia: O QUE É UM PNEUMOTÓRAX ?). 

Maconha e câncer 

Como o consumo concomitante de cigarro é extremamente comum, é muito difícil de se estabelecer a magnitude dos riscos do uso da maconha isoladamente. É difícil encontrar pessoas que fumem apenas maconha durante um período de tempo suficiente para o desenvolvimento de um câncer. 

O consumo de cigarro está relacionado a inúmeros cânceres (leia: CONSEQUÊNCIAS DO CIGARRO), mas o uso de maconha, baseado nos atuais trabalhos científicos, só pode ser atribuído aos cânceres de pulmão e bexiga. Isto não significa que a maconha isoladamente não cause outros cânceres, como o de cabeça e pescoço. Significa apenas que este fato ainda não foi 100% comprovado, apesar de haver fortes indícios para tal.
Um exemplo destes fortes indícios está no fato de que usuários apenas de maconha apresentam alterações moleculares nas vias respiratórias semelhantes às lesões pré-cancerígenas que os fumantes comuns desenvolvem antes do aparecimento do câncer de pulmão, sendo, portanto, altamente provável que a maconha também seja causa deste tipo de câncer. Outro dado importante é que indivíduos que fumam cigarro e maconha comprovadamente apresentam um risco ainda maior de câncer de pulmão quando comparados com fumantes apenas de cigarro. Logo, se por um lado o risco de câncer com o uso isolado de maconha é difícil de ser quantificado, por outro, já se sabe que o seu consumo regular potencializa os riscos de câncer do cigarro.

Maconha na gravidez 

Devido a falsa crença da inocuidade da maconha, esta é a droga ilícita mais usada durante a gravidez.

Até o momento não há evidências de que o consumo de maconha aumente o risco de má-formações, abortos ou partos prematuros. Porém, em gestantes que fumam mais de 6 cigarros de maconha por semana, os filhos apresentam, a partir dos 2 anos de idade, menor aptidão verbal e menor capacidade de memória que outras crianças. Estas crianças também apresentam maior risco de hiperatividade e depressão. Existe também trabalhos que mostram um maior risco de leucemias em crianças cuja mães fumaram cigarros comuns e maconha durante a gravidez (LEUCEMIA | Sintomas e Tratamento).

Outros problemas de saúde causado pelo uso crônico de maconha

- Redução dos níveis de testosterona
- Diminuição da motilidade dos espermatozóides e infertilidade
- Redução da libido
- Impotência (leia: IMPOTÊNCIA SEXUAL | Causas e tratamento)
- Alterações do ciclo menstrual
- Ginecomastia (crescimento de mamas em homens) (leia: GINECOMASTIA (mama masculina))
- Galactorréia (secreção anormal de leite pelas mamas)
- Alterações de memória
- Aumento da incidência de periodontites 

Pacientes portadores de hepatite C que fumam maconha apresentam maior risco de evoluírem para cirrose e câncer de fígado (leia: CAUSAS E SINTOMAS DA CIRROSE HEPÁTICA e ENTENDA A HEPATITE C).

O uso crônico de maconha também aumenta os riscos de se desenvolver doenças psiquiátricas como esquizofrenia e depressão.

Existe hoje uma síndrome chamada em inglês de "chronic cannabis syndrome". Descreve usuários pesados de longa data que apresentam dificuldades cognitivas e menores conquistas profissionais e acadêmicas. Normalmente são pessoas com menos ambições profissionais e que acabam em empregos que exigem menor capacidade de raciocínio e concentração.

Apesar de todos esses problemas, a maconha também pode ser usada com agente medicinal. O THC e derivados podem ser encontrado em comprimidos, inaladores e adesivos para pele. Seu uso inclui:

- Tratamento de vômitos incoercíveis
- Tratamento de soluços de difícil controle
- Tratamento da caquexia em SIDA (AIDS) e cânceres (leia: SINTOMAS DO HIV E AIDS (SIDA))
- Tratamento do Glaucoma (leia: GLAUCOMA | Sintomas e tratamento)
- Redução dos sintomas da esclerose múltipla (leia: ESCLEROSE MÚLTIPLA | Sintomas, diagnóstico e tratamento)
- Tratamento da dor crônica

Quanto tempo depois de consumida, a maconha ainda pode ser detectada por exames?

Esta é uma pergunta que tem me sido feita com frequência, principalmente por aqueles que vão realizar exames admissionais em empresas.

Normalmente o doseamento do THC é feito através de uma análise de urina, mas também pode ser feito pelo sangue. A metabolização do THC é muito individual, e portanto, não existe um número de dias de intervalo que seja seguro para todos os usuários. A pesquisa é feita pelo principal metabólito do THC, o delta-9-tetrahidrocanabinol (D9THC).

Em média 90% do D9THC é eliminado do organismo nos primeiros 5 dias após o uso, porém seus níveis podem ser detectados por mais de 1 mês em caso de usuários assíduos. Usuários esporádicos podem ficar livres do THC em apenas 3 dias.

É preciso saber que análises simples de urina e sangue não costumam investigar a presença de THC. O laboratório só fará essa pesquisa se na solicitação médica houver um pedido específico para tal.

Leia o texto original no site MD.Saúde: MACONHA | Efeitos no organismo http://www.mdsaude.com/2008/09/marijuana.html#ixzz1WeMHb9rQ

Efeitos e consequências


Em 1735, o botânico Carl Lineu nomeou a Maconha como Cannabis sativa. Foi chamada de Cannabis indica pelo biólogo francês Jean Baptiste Lamarck.
Assim como outras plantas, a maconha possui dois gêneros: macho e fêmea. É possível encontrar ambas as estruturas sexuais em um mesmo pé. É a flor do macho que produz o pólen que fecunda a fêmea, quando a flor da fêmea é fecundada ela se enche de sementes e depois morre.
Quando não ocorre fecundação da fêmea, ela excreta uma grande quantidade de resina pegajosa composta por dezenas de substâncias diferentes. Dentre as várias substâncias, existe a THC (delta-9-tetrahidrocanabinol), que serve de filtro solar para a planta, pois é de clima desértico. Apesar do THC estar presente em toda a planta, é na flor da fêmea que se encontra a maior concentração da substância. A real droga da maconha é essa flor.
O THC tem uma propriedade bem curiosa, gruda em algumas moléculas das paredes dos neurônios de animais, até mesmo do homem, tais moléculas são conhecidas como receptores de canabinoides, quando ocorre a ligação o receptor opera sutis mudanças químicas dentro da célula, mas não se sabe dizer ao certo quais são elas. Em 1992, o pesquisador israelense Ralph Mechoulam descobriu o motivo pelo qual temos tal receptor. O receptor serve para ligar-se à outra molécula, a mesma fabricada pelo próprio cérebro, muito semelhante ao THC. A molécula foi batizada por Rauph de anandamida (ananda, em sânscrito, significa “felicidade”). Enfim, o cérebro produz uma substância com efeitos parecidos com os do THC, em doses bem menores.
Não se sabe qual a finalidade da anandamida no cérebro, mas está relacionada ao controle da dor. Pelo fato de haver receptores de canabinoides em células fora do cérebro, leva a pensar que a anandamida desempenha um papel mais abrangente do que parece.
Além das formas de uso mais conhecidas há uma especial, a do cânhamo, que é utilizado na produção de tecidos. Supostamente foi pelo fato de Cristóvão Colombo usar tecidos derivantes do cânhamo em suas velas e cordas, assim, juntamente com as embarcações as sementes da maconha também vieram. A ideia era de plantar as sementes, pois se tivesse que ser feita alguma reparação nas velas e cordas, eles teriam o material. 
Há indícios de que há muitos anos a maconha se faz presente em quase todo o mundo, sua disseminação se deu através de viajantes, esses levavam sementes da maconha, desse modo essa se fazia presente em quase todos os continentes. Por muitos anos a maconha foi considerada legal, sua ilegalidade em vários países, incluindo o Brasil, se deu por volta do século XX. Mas ainda existem países onde a maconha é legal, em outros ela é comercializada unicamente como remédio (auxiliando pacientes no tratamento de doenças, controlando a dor).
No Brasil, a maconha se faz tão presente por existir muitas áreas sem qualquer tipo de vigilância. Com isso fica mais fácil o escoamento da droga. Durante um bom tempo a maconha era comercializada com um preço insignificante. Vários países tentaram. mas nenhum conseguiu erradicar a maconha de seu território. A maconha é conhecida em muitos países como “marijuana”. Há boatos de que as tropas revolucionárias de Pancho Villa que chacoalharam as estruturas do poder em 1910, eram adeptos de um baseado no intervalo das batalhas; assim surgiram os conhecidos versos: La cucaracha/ la cucaracha/ ya no puede caminar/ Porque no tiene/ Porque le falta/ marijuana que fumar, atribuídos à Villa.
O efeito causado pela maconha em pessoas que a fuma é variado. Para evitar problemas relacionados à saúde física e mental é recomendável que a pessoa não faça o uso de drogas (no caso em questão a cannabis), pois pode agravar os problemas relacionados à saúde.

Principais efeitos

Os efeitos causados pelo consumo da maconha, bem como a sua intensidade, são os mais variáveis e estão intimamente ligados à dose utilizada, concentração de THC na erva consumida e reação do organismo do consumidor com a presença da droga.
Os efeitos físicos mais frequentes são avermelhamento dos olhos, ressecamento da boca e taquicardia (elevação dos batimentos cardíacos, que sobem de 60 - 80 para 120 - 140 batidas por minuto).
Com o uso contínuo, alguns órgãos, como o pulmão, passam a ser afetados. Devido à contínua exposição com a fumaça tóxica da droga, o sistema respiratório do usuário começa a apresentar problemas como bronquite e perda da capacidade respiratória. Além disso, por absorver uma quantidade considerável de alcatrão presente na fumaça de maconha, os usuários da droga estão mais sujeitos a desenvolver o câncer de pulmão.
O consumo da maconha também diminui a produção de testosterona. A testosterona é um hormônio masculino responsável, entre outras coisas, pela produção de espermatozoides. Portanto, com a diminuição da quantidade de testosterona, o homem que consome continuamente maconha apresenta uma capacidade reprodutiva menor.
Os efeitos psíquicos são os mais variados, a sua manifestação depende do organismo e das características da erva consumida. As sensações mais comuns são bem-estar inicial, relaxamento, calma e vontade de rir. Pode-se sentir angústia, desespero, pânico e letargia. Ocorre ainda uma perda da noção do tempo e espaço além de um prejuízo na memória e latente falta de atenção.
Em longo prazo o consumo de maconha pode reduzir a capacidade de aprendizado e memorização, além de passar a apresentar uma falta de motivação para desempenhar as tarefas mais simples do cotidiano.
Por Eliene Percília
Equipe Brasil Escola

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

"Sem pretensão de ser sábio....somente levando conhecimentos"

Recebemo-vos em nosso site com alegria e sem a pretensa de querer ensinar, somente gostaríamos de transmitir alguns conhecimentos adquiridos, nas Leituras da Madrugada, esperamos que se sintam a vontade para postarem as idéias e opiniões...obrigado. Ana , Danilo e Robson